quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Filosofia política - 1º Ano Ensino Médio

Política e Poder

O conceito de política, na concepção moderna, está ligado às relações de poderes, tal como assinalou o filósofo italiano Noberto Bobbio. Assim, a política, segundo esta concepção, seria o processo de formação, distribuição e exercício do poder. Ao contrário da definição aristotélica que enfatiza o ideal, esta definição pretende ser uma descrição do real.

As três formas de poder:

Para entendermos o que é política, é necessário, também, analisarmos o que é o poder, haja vista que o conceito moderno de política está intimamente ligado com este.
Para o filósofo Bertrand Russell “Poder é a posse dos meios que levam aos efeitos desejados”. Em outras palavras, o indivíduo que detém os meios de poder torna-se capaz de exercer várias formas de domínio e, por meio delas, pode alcançar os efeitos que desejar.
O fenômeno do poder costuma ser dividido em duas categorias:
1- O poder do homem sobre a natureza, ou poder natural
2- O poder do homem sobre os demais homens, ou poder social.
A primeira forma de poder refere-se ao “poder” do homem de dispor de meios para manipular a natureza segundo seus interesses. Já o segundo, refere-se ao “poder” do homem de dispor de meios para alcançar os efeitos desejados em relação a outros homens. Constantemente estas duas categorias de poder entrelaçam-se, amalgamando-se numa grande e complexa teia de domínio que abarca o natural e o social.
Como acontecem, na prática, as relações de poder? Aquele que detém o poder, exerce-o, essencialmente, a partir de três meios, ou formas de poder, para alcançar os efeitos que deseja. Constituem-se as três principais formas de poder: o poder ideológico, o poder econômico e o poder político.
Poder Ideológico: utiliza a posse de certas ideias para influenciar a conduta alheia. Trata-se efetivamente de uma manipulação proposital do conhecimento com a intenção de induzir as pessoas a determinados comportamentos , modo de pensar e agir.
Poder Econômico: Utiliza a posse de certos bens socialmente necessários (terras e máquinas, por exemplo) para induzir aqueles que não os possuem a adotar determinados comportamentos, tal como a submissão a um determinado tipo de trabalho.
Poder Político: utiliza a posse dos meios de coerção social, isto é, o uso da força física considerada legal (autorizada por lei), pelo direito vigente.
“O que têm em comum essas três formas de poder é que elas contribuem conjuntamente para instituir e manter sociedades desiguais divididas em fortes e fracos, com base no poder político; em ricos e pobres, com base no poder político; em sábios e ignorantes, com base no poder ideológico. Em outras palavras, em superiores e inferiores”
Bobbio, Noberto. Estado, Governo, Sociedade.
Para uma teoria geral da política, p.83.


Filosofia Política: O Estado

O Estado


O estado é uma das mais completas instituições sociais criadas e desenvolvidas pelo homem ao longo da história. Muitos estudiosos procuraram compreender a realidade do Estado, mas foi o pensador alemão Max Weber quem elaborou uma das melhores definições, largamente conhecida e utilizada pelos cientistas sociais e políticos.
Segundo Weber, o Estado é a instituição política que, dirigida por um governo soberano, detém o uso da força física, em determinado território, subordinando a sociedade que nele vive.
Nem sempre o Estado existiu. Diversas comunidades, do passado e do presente, organizaram-se sem ele. Nelas não havia classes sociais e as funções políticas eram distribuídas pelo conjunto dos membros da comunidade.
Num determinado momento da história de algumas sociedades, com o aprofundamento da divisão social do trabalho, certas funções político-administrativas foram assumidas por um grupo separado de pessoas. Esse grupo passou a deter o poder de impor normas a vida coletiva, assim surgiu o governo, por meio do qual foi se desenvolvendo o Estado.

A função do Estado


Qual é a função do Estado em relação à sociedade? Dentre muitas respostas para essa pergunta, vamos apontar duas: uma fornecida pela corrente liberal, e a outra, pela corrente marxista.

A resposta Liberal:
O que “deve ser” o Estado

Para o pensamento liberal, a finalidade do Estado é agir como mediador dos conflitos entre os diversos grupos sociais, conflitos inevitáveis entre os homens. O Estado deve promover a conciliação dos grupos sociais, amortecendo os choques dos setores divergentes para evitar a desagregação da sociedade. A função do Estado é, portanto, a de alcançar a harmonia entre os grupos rivais, preservando os interesses do bem comum.

Para o filósofo John Locke, antes do Estado Civilizatório, todos os homens viviam sob um Estado de Natureza. Os homens nasciam com três direitos: à vida, à liberdade e à igualdade. Defendiam estes direitos com sua força e agilidade. Embora houvesse uma situação de paz, de quando em quando, o encontro de interesses divergentes gerava a guerra de todos contra todos. Para restabelecer a paz entre os homens, convencionou-se que seria melhor que os homens se organizassem em torno de um soberano que defenderia os direitos básicos de todos os homens, sobretudo, o direito à propriedade. Como o Estado teria surgido a partir de uma decisão consensual dos homens, qualquer ato do soberano que colocasse os direitos básicos dos indivíduos em perigo, justificaria uma ação revoltosa dos governados sobre os governantes. A partir dessa união dos homens em torno de um soberano, sob a regência de regras, surgiu o Estado, para John Locke.
Entre os pensadores liberais clássicos, destaca-se, também, Jacques Rousseau.

A resposta marxista
O que o Estado “é”

Para o pensamento marxista, fundado por Karl Marx e Friedrich Engels, Estado não é um simples mediador das lutas de classe. É uma instituição que interfere nessa luta de modo parcial (tendencioso), quase sempre tomando partido das classes sociais dominantes. Assim, a função do Estado é garantir o domínio de classe.
Isso ocorre por sua origem. Nascido dos conflitos de classe, o Estado tornou-se a instituição controlada pela classe mais poderosa, a classe dominante. Assim. 

“na maior parte dos Estados históricos, os direitos concedidos aos cidadãos são regulados de acordo com as posses dos referidos cidadãos, pelo que se evidencia ser o Estado um organismo para a proteção dos que possuem contra os que não possuem”.
ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado, p.194


O Estado e a formação dos indivíduos

Para Michel Foucault, filósofo francês do século XX, o estado empenha-se através das múltiplas instituições existentes no seu interior, originadas na modernidade, sobretudo, a partir do final do século XVIII, tais como as escolas, as polícias e as indústrias, a formar individualidades de acordo com as suas pretensões. Estas instituições teriam, assim, a função de moldar os indivíduos de acordo com os interesses do poder, formando, assim, sujeitos domesticados. Com isto, Foucault conclui que o ideal dessas instituições é VIGIAR E PUNIR os indivíduos cuja conduta se desvie do ideal de indivíduo desejado. Pensemos, por exemplo, nas disciplinas de horários, dias, hierarquias e punições, comuns a escola, a polícia e às indústrias. Tendo os corpos controlados por meio dessas práticas institucionais, o Estado garante a não perversão dos ideais almejados pela elite governante.



Atividade de Filosofia

INSTRUÇÃO:  para responder as questões, clique em "Postar um Comentário" e selecione em "Comentar como" a opção "Anônimo" e depois clique em "Publicar"

 

1- Explique o que é política.

2- Explique o que é poder natural. Cite exemplo ao explicar.

3- Explique o que é poder social. Cite exemplo ao explicar.

4- Explique o que é Poder ideológico.

5- Explique o que é poder econômico.

6- Qual a função do Estado de acordo com os liberais?

7- Explique a crítica feita pelos marxismo ao Estado.




quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Atividade - Grécia Antiga. 1º Ano - Ensino Médio.

Observações 
• Coloque nome número e série antes de começar!
• Envie as questões antes do término do tempo.
• Não copie e cole, pois isto invalidará a atividade.
• Alterne entre as abas para responder.
Site referência: www.humanidades.esy.es


1- Quais foram os quarto povos que invadiram o território grego e formaram as comunidades que originaram a Grécia Antiga?

2- Explique as principais características da cidade-estado de Esparta.

3- Qual era a função da educação em Esparta?

4- Explique as principais características da cidade-estado de Atenas.

5- Qual era a principal função da educação em Atenas.

6- Explique o que foram as ligas de Delos e do Peloponeso.

7- Explique as diferenças entre a democracia direta e indireta.

8 - Na sua opinião qual sistema democrático é melhor? Justifique sua resposta.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Egito Antigo - Atividade

ANTES DE INICIAR, COLOQUE NOME, NÚMERO E SÉRIE. NÃO PRECISA RESPONDER EM ORDEM

1- Explique a frase "O Egito e uma dádiva do Rio Nilo". Porque ela pode ser considerada uma frase equivocada?
2- Quais eram as características geográficas do Egito?
3- Explique as características do período Pré-dinástico (alto e baixo Egito, nomos, etc).
4- Explique os principais traços do Antigo, Médio e Novo Império.
5- Quais foram os povos que conquistaram o Egito?
6- Explique as classes sociais existentes no Egito Antigo. Quais eram as classes dominantes e quais eram as dominadas?

terça-feira, 11 de março de 2014

Comparação entre as justiças babilônica e brasileira

1- Faça uma breve comparação entre as justiças praticada no Brasil e na Babilônia.

2- No primeiro semestre de 2014, a jornalista Rachel Sherahzade, do SBT, protagonizou uma fala onde saia em defesa do povo que teria agredido e acorrentado a um poste um adolescente que teria cometido alguns crimes. De acordo com o que foi estudado, este tipo de prática assemelha-se mais à justiça mesopotâmica ou brasileira? Justifique sua resposta.

3- Pensando no código Hamurabi, estabeleça uma relação entre justiça e vingança.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O Empirismo - 1ºA


" Suponhamos, pois, que a mente é, como dissemos, um papel branco, desprovida de todos os caracteres, sem quaisquer ideias; como ela será suprida? De onde lhe provém esta vasto estoque, que a ativa e que a ilimitada fantasia do homem pintou nela como uma variedade quase infinita?De onde apreende todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, numa palavra: da experiência. Todo o nosso conhecimento está nela fundado, e dela deriva fundamentalmente o próprio conhecimento. Empregada tanto nos objetos sensíveis e externos como nas operações internas de nossas mentes,que são por nós mesmo percebidas e refletidas,nossa observação supre nosso entendimento com todos os materiais do pensamento. Dessas duas fontes de conhecimento jorram todas as nossas ideias ,ou as que possivelmente teremos.
Primeiro, nossos sentidos, familiarizados com os objetos sensíveis particulares, levam para a mente várias e distintas percepções das coisa, segundo os vários meios pelos quais aqueles objetos a impressionaram. Recebemos, assim, as idé ias de amarelo, branco, quente, frio, mole duro, amargo, doce e todas as ideias que denominamos qualidades sensíveis. Quando digo que os sentidos levam para a mente,entendo com isso que eles retiram dos objetos externos para a mente o que produziu estas percepções. A esta grande fonte de maioria de nossas ideias, bastante dependente de nossos sentidos, dos quais se encaminham para o entendimento denomino sensação.
A outra fonte pela qual a experiência supre o entendimento com ideias é a percepção das operações de nossa própria mente, que se ocupa das ideias que já lhe pertencem. Tais operações,quando a alma começa a refletir e a considerar suprem o entendimento com outra série de ideias que não poderia ser obtida das coisas externas, tais como a percepção, o pensamento, o duvidar, o crer, o raciocinar, o conhecer, o querer e todos os diferentes atos de nossa próprias mentes.
(...) Mas, como denomino a outra de sensação, denomino esta a reflexão: ideias que se dão ao luxo de serem tais apenas quando a mente reflete sobre as próprias operações.


LOCKE, John. "Ensaio acerca do entendimento humano". Tradução de Anoar Aiex e E. Jacy Monteiro.IN: Coleção Os Pensadores, São Paulo: Editora Nova Cultural, 1983. p. 159-160



Atividade 


1- Explique como, de acordo com as observações a respeito de Locke, podemos melhorar a nossa capacidade e aprender cotidianamente e na escola. Utilize as palavras Sensação e Reflexão para efetuar sua explicação.

2- Faça um relato de um momento da sua história escolar onde você de fato aprendeu algo, utilizando os termos sensação e reflexão para explicar isto.



domingo, 24 de novembro de 2013

Avaliação Terceiro Ano Ensino Médio

Avaliação Terceiro Ano Ensino Médio

Observação: poste abaixo apenas a letra referente a alternativa escolhida e responda a questão "11" textualmente e clique em publicar

1- O ato institucional no 5, de 1968, conhecido como ai-5, um dos instrumentos jurídicos usados pela ditadura militar instalada no Brasil em 1964, tinha como uma de suas justificativas assegurar a “autêntica ordem democrática, baseada na liberdade” e “no respeito à dignidade da pessoa humana”. Apesar disso, instituía medidas de exceção, tais como: dava amplos poderes ao presidente da República, que podia, entre outras medidas: “decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas e das Câmaras de Vereadores”; “legislar em todas as matérias”; “decretar a intervenção nos Estados e Municípios, sem as limitações previstas na Constituição”; “suspender os direitos políticos de quaisquer cidadãos pelo prazo de 10 anos e cassar mandatos eletivos federais, estaduais e municipais”; suspender o “direito de votar e de ser votado nas eleições sindicais”; proibir “atividades ou manifestação sobre assunto de natureza política”
Com base no trecho do Ato Institucional número 5, podemos afirmar que:
A- O governo da ditadura militar desejava limitar as ações de certos indivíduos com a intenção de proteger toda a sociedade contra o problemas causados pela uso da liberdade mal conduzida.
B- Na ditadura militar houve muita repreensão por parte do governo, pois para garantir a ordem em uma sociedade desorganizada é necessário fazer o uso da repreensão para garantir a liberdade de todos.
C- Não existe nenhuma contradição entre limitar repressivamente os atos populares e apregoar os ideias de liberdade de uma democracia.
D- Liberdade e Repressão são os elementos típicos do regime político democrático, no qual a participação do povo é limitada.
E- Além da repressão duramente organizada pelas forças armadas, o ideal de liberdade foi utilizado de forma ideológica para alienar o povo e obter, dessa forma, a aceitação de um governo ilegítimo.

2- A cultura é o elemento através do qual podemos:
A – Nos manter limitados apenas às nossas características naturais e, portanto, ligados apenas aos nossos instintos.
B- Negar nossa condição animal através da adoção de valores puramente humanos, assimilados de forma intelectual.
C- Nos elevar à condição de seres que se autoproduzem por meio de valores autônomos, não limitando-se apenas ao que nos oferece nossa condição animal.
D- Optar por permanecer apenas ligados aos valores da nossa natureza ou escolher um estilo próprio de viver.
E- Nos tornar melhores em relação aos outros povos, pois quanto mais desenvolvida é uma nação, melhor é sua condição de superioridade em relação às demais.

3- Podemos compreender a cultura como um elemento que liberta o homem da sua condição de ser meramente produzido pela natureza, limitado aos seus instintos. Diante de tal constatação, Karl Marx e Claude Lévi-Strauss concebiam que o homem deixou de ser um ser apenas ligado à natureza para tornar-se também um ser cultural quando – Identifique respectivamente os elementos:
A- Desenvolveu o trabalho e a linguagem.
B- Quando desenvolveu a linguagem e o trabalho.
C- Quando desenvolveu a sociedade e o trabalho.
D- Quando desenvolveu a linguagem e a sociedade.
E- Quando desenvolveu a guerra e a linguagem.

4- O Estado ou a Cidade mais que uma pessoa moral, cuja vida consiste na união de seus membros, e se o mais importante de seus cuidados é o de sua própria conservação, torna-se-lhe necessária uma força universal e compulsiva para mover e dispor cada parte da maneira mais conveniente a todos. Assim como a natureza dá a cada homem poder absoluto sobre todos os seus membros, o pacto social dá ao corpo político um poder absoluto sobre todos os seus, e é esse mesmo poder que, dirigido pela vontade geral, ganha, como já disse, o nome de soberania.” (ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. Trad. de Lourdes Santos Machado. 3.ed. São Paulo: Nova Cultural, 1994. p. 48.)
De acordo com o texto e os conhecimentos sobre os conceitos de Estado e soberania em Rousseau, é correto afirmar:
A- A soberania surge como resultado da imposição da vontade de alguns grupos sobre outros, visando a conservar o poder do Estado.
B- O estabelecimento da soberania está desvinculado do pacto social que funda o Estado.
C- O Estado é uma instituição social dependente da vontade impositiva da maioria, o que configura a democracia.
D- A conservação do Estado independe de uma força política coletiva que seja capaz de garanti-lo.
E- A soberania é estabelecida como poder absoluto orientado pela vontade geral e legitimado pelo pacto social para garantir a conservação do Estado.

5-“Poder-se-ia [...] acrescentar à aquisição do estado civil a liberdade moral, única a tornar o homem verdadeiramente senhor de si mesmo, porque o impulso do puro apetite é escravidão, e a obediência à lei que se estatui a si mesma é liberdade”. (ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato
social. Trad. de Lourdes Santos Machado. São Paulo: Nova Cultural, 1987. p. 37.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a liberdade em Rousseau, é correto afirmar:
A- As leis condizentes com a liberdade moral dos homens devem atender aos seus apetites.
B- A liberdade adquire sentido para os homens na medida em que eles podem desobedecer às leis.
C- O homem livre obedece a princípios, independentemente de eles também valerem para a sociedade.
D- O homem afirma sua liberdade quando obedece a uma lei que prescreve para si mesmo.
E- É no estado de natureza que o homem pode atingir sua verdadeira liberdade.

6- (ENEM 2011) No mundo árabe, países governados ha décadas por regimes políticos centralizadores contabilizam metade da população com menos de 30 anos; desses, 56% tem acesso a internet. Sentindo-se sem perspectivas de futuro e diante da estagnação da economia, esses jovens incubam vírus sedentos por modernidade e democracia. Em meados de dezembro, um tunisiano de 26 anos, vendedor de frutas, põe fogo no próprio corpo em protesto por trabalho, justiça e liberdade. Uma serie de manifestações
eclode na Tunísia e, como uma epidemia, o vírus libertário começa a se espalhar pelos países vizinhos, derrubando em seguida o presidente do Egito, Hosni Mubarak. Sites e redes sociais – como o Facebook e o Twitter – ajudaram a mobilizar manifestantes do norte da África a ilhas do Golfo Persico. SEQUEIRA, C. D.; VILLAMEA, L. A epidemia da Liberdade. Isto é Internacional. 2 mar. 2011 (adaptado).
Considerando os movimentos políticos mencionados no texto, o acesso a internet permitiu aos jovens árabes :
A - reforçar a atuação dos regimes políticos existentes, pois estes adotam medidas violentas para garantir a liberdade a todos.
B - tomar conhecimento dos fatos sem se envolver.
C - manter o distanciamento necessário a sua segurança.
D - disseminar vírus capazes de destruir programas dos computadores.
E - difundir ideias revolucionarias com base nos ideais de liberdade mobilizando, assim, a população.

7- TEXTO I
A ação democrática consiste em todos tomarem parte do processo decisório sobre aquilo que terá consequência na vida de toda coletividade. GALLO, S. et al. Ética e Cidadania. Caminhos da Filosofia. Campinas: Papirus, 1997 (adaptado).
TEXTO II
E necessário que haja liberdade de expressão, Fiscalização sobre órgãos governamentais e acesso por parte da população as informações trazidas a publico pela imprensa. Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 24 abr. 2010.
Partindo da perspectiva de democracia apresentada no Texto I, os meios de comunicação, de acordo com o Texto II, assumem um papel relevante na sociedade por :
A - orientarem os cidadãos na compra dos bens necessários a sua sobrevivência e bem-estar.
B - fornecerem informações que fomentam o debate politico na esfera publica.
C - apresentarem aos cidadãos a versão oficial dos fatos.
D - propiciarem o entretenimento, aspecto relevante para conscientização politica.
E - promoverem a unidade cultural, por meio das transmissões esportivas.

8- (ENEM 2011) Segundo Aristóteles, “na cidade com o melhor conjunto de normas e naquela dotada de homens absolutamente justos, os cidadãos não devem viver uma vida de trabalho trivial ou de negócios — esses tipos de vida são desprezíveis e incompatíveis com as qualidades morais —, tampouco devem ser agricultores os aspirantes à cidadania, pois o lazer é indispensável ao desenvolvimento das qualidades morais e à prática das atividades políticas”. VAN ACKER, T. Grécia. A vida cotidiana na cidade-Estado. São Paulo: Atual, 1994.
O trecho, retirado da obra Política, de Aristóteles, permite compreender que a cidadania
A - possui uma dimensão histórica que deve ser criticada, pois é condenável que os políticos de
qualquer época fiquem entregues à ociosidade, enquanto o resto dos cidadãos tem de trabalhar.
B - era entendida como uma dignidade própria dos grupos sociais superiores, fruto de uma concepção política profundamente hierarquizada da sociedade.
C - estava vinculada, na Grécia Antiga, a uma percepção política democrática, que levava todos os habitantes da pólis a participarem da vida cívica.
D - tinha profundas conexões com a justiça, razão pela qual o tempo livre dos cidadãos deveria ser dedicado às atividades vinculadas aos tribunais.
E - vivida pelos atenienses era, de fato, restrita àqueles que se dedicavam à política e que tinham tempo para resolver os problemas da cidade.

9- (ENEM 2010) A política foi, inicialmente, a arte de impedir as pessoas de se ocuparem do que lhes diz respeito. Posteriormente, passou a ser a arte de compelir as pessoas a decidirem sobre aquilo de que nada entendem. VALÉRY, P. Cadernos. Apud BENEVIDES, M. V. M. A cidadania ativa. São Paulo: Ática, 1996.
Nessa definição o autor entende que a história da política está dividida em dois momentos principais: um primeiro, marcado pelo autoritarismo excludente, e um segundo, caracterizado por uma democracia incompleta.
Considerando o texto, qual é o elemento comum a esses dois momentos da história política?
A - A distribuição equilibrada do poder.
B - O impedimento da participação popular.
C - O controle das decisões por uma minoria.
D - A valorização das opiniões mais competentes.
E - A sistematização dos processos decisórios.

10- "Há uma estrada para a liberdade. Seus marcos são a obediência, o esforço, a honestidade, a ordem, a nitidez, sobriedade, honestidade, sacrifício e amor à pátria." (Adolf Hitler).
Com a frase acima, Hitler conduziu a Alemanha e seu povo até 1945. A respeito dos dos ideais libertários desse líder é correto afirmar que:
A- Existe uma contradição muito grande entre a ideia efetiva de liberdade e as práticas propostas por Hitler ao longo do seu governo.
B- Hitler propôs um governo baseado naquilo que de fato realizou, ou seja, ele propôs e ofereceu a liberdade a todos os povos que habitavam a Alemanha.
C- Não existe nenhuma contradição em conceber a obediência cega às ordens de alguém como um componente da prática da liberdade.
D- Os ideais de liberdade somente têm aplicabilidade se um povo tornar-se obediente a um líder.
E- Hitler acreditava que a obediência não era um valor útil para a consecução da liberdade e por este motivo apontava na direção de que era preciso conscientizar o povo sobre a necessidade de se intelectualizar.

11- Parte escrita:
A liberdade é um dos principais valores de um país democrático. No entanto, ao longo do ano de 2013, as manifestações ocorridas em diversos cantos do Brasil demonstraram uma face um pouco distorcida a respeito deste importante ideal. Isto nos denuncia a necessidade de se refletir a respeito da nossa ideia de liberdade e também sobre os fundamentos de uma democracia. Discorra sobre estes elementos tendo em mente as ideias de Rousseau sobre a liberdade.


Caros Alunos, não se esqueçam de escolher em "COMENTAR COMO" a opção "ANÔNIMO". Depois de produzida a resposta, você deve clicar em publicar e digitar os números ou letras solicitados. A resposta não fica visível para vocês.
Coloquem o NOME, o NÚMERO e a SÉRIE!


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

RECUPERAÇÃO: SEGUNDO ANO - ENSINO MÉDIO

Idosos e negros no Brasil - a questão da humilhação.

1- Leia e responda:


"Embora a população que se autodeclara branca ainda seja maioria no Brasil, o número de pessoas que se classificam como pardas ou pretas cresceu, enquanto o número de brancos caiu. É o que mostra um novo volume do Censo Demográfico de 2010, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado nesta sexta-feira (29).
O percentual de pardos cresceu de 38,5%, no Censo de 2000, para 43,1% (82 milhões de pessoas) em 2010. A proporção de pretos também subiu de 6,2% para 7,6% (15 milhões) no mesmo período. Por outro lado, enquanto mais da metade da população (53,7%) se autodeclarava branca na pesquisa feita dez anos antes, em 2010 esse percentual caiu para 47,7% (91 milhões de brasileiros).
De acordo com Jefferson Mariano, analista socioeconômico do IBGE, essa inversão faz parte de uma mudança cultural que vem sendo observada desde o Censo de 1991. “Muitos que se autodeclaravam brancos agora se dizem pardos, e muitos que se classificavam como pardos agora se dizem pretos. Isso se deve a um processo de valorização da raça negra e ao aumento da autoestima dessa população”, diz.
O analista, no entanto, afirma que “o Brasil ainda é racista e discriminatório”. “Não é que da noite para o dia o país tenha deixado de ser racista, mas existem políticas. As demandas [da população negra], a questão da exclusão, tudo isso começou a fazer parte da agenda política. A cota racial em universidades, por exemplo, é um desdobramento disso”, afirma Mariano".
A- Diante das informações acima prestadas, o que podemos concluir sobre o preconceito racial no Brasil? 
B- O que podemos concluir a respeito da chamada Lei das Cotas (Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012) que obriga as universidades, institutos e centros federais a reservarem para candidatos cotistas metade das vagas oferecidas anualmente em seus processos seletivos?

2- Leia e responda:
"A tendência de envelhecimento da população brasileira cristalizou-se mais uma vez na nova pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os idosos --pessoas com mais de 60 anos-- somam 23,5 milhões dos brasileiros, mais que o dobro do registrado em 1991, quando a faixa etária contabilizava 10,7 milhões de pessoas. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (21) pela Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio).
Na comparação entre 2009 (última pesquisa divulgada) e 2011, o grupo da terceira idade aumentou 7,6%, ou seja, mais 1,8 milhão de pessoas. Há dois anos, eram 21,7 milhões de pessoas.
Ao mesmo tempo, o número de crianças de até quatro anos no país caiu de 16,3 milhões, em 2000, para 13,3 milhões, em 2011".



Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/09/21/numero-de-idosos-com-mais-de-60-anos-dobrou-nos-ultimos-20-anos-aponta-ibge.htm

A- Com base no texto acima, podemos verificar que a população brasileira na TERCEIRA IDADE tem aumentado nas últimas décadas. No entanto, este aumento não se fez sem choques. Analise de forma crítica os impactos do crescimento desse setor da sociedade, abordando, inclusive, as dificuldades enfrentadas pela população idosa no Brasil.